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O ídolo Ayrton Senna

26 de novembro de 2010

Ontem fui assistir o documentário “Senna” e fiquei ainda mais fã desse piloto que esbanjava talento, carisma, seriedade, comprometimento e, principalmente, uma sede de vitória e justiça poucas vezes vista nesse sujo âmbito esportivo.

Ainda mais no mundo de hoje, onde assistimos domingo a domingo Massas e Barrichelos sendo facilmente manipulados, cedendo lugares no pódio por puro medo de represálias dentro da equipe.

Senna batia de frente com quem quer que seja para colocar a prova seu ponto de vista e nunca, mas nunca ouviria a frase “Fernando is faster than you” e sucumbiria a ela.

O cara era protagonista, brasileiro, contestador, humilde, ético!

Ou seja, um ídolo nato!

Se você acompanhou toda sua trajetória na F1 desde 1984, você sabe do que estou falando.

Se não acompanhou, vá ao cinema, assista e entenda porque Ayrton Senna da Silva foi o maior piloto de todos os tempos e é taxado por muitos como mito.

E mesmo que você ainda tenha em seu coração as inúmeras vitórias e emoções proporcionadas por Senna, assista também ao documentário e veja tudo novamente!

Ele merece!

Abraços!

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Pontos corridos é realmente justo?

24 de novembro de 2010

Como em quase todo ano, voltamos àquela velha discussão sobre a melhor fórmula de disputa do Campeonato Brasileiro.

Desde o inicío dos pontos corridos, sempre fui a favor dessa forma atual por considerá-la mais justa, por privilegiar melhor elenco, melhor estrutura, por fazer com que todos os clubes joguem igualmente até o final da temporada, etc.

Mas já começo a mudar de opinião…

O Campeonato Brasileiro é, sem sombra de dúvidas, o mais difícil do mundo. Ao contrário de outros países, temos 12 grandes, todos com plenas condições de ser campeão. Uma das conseqüências disso são as várias rivalidades existentes em território nacional, o que dá margem ao que tem ocorrido não só no Brasileirão/2010, mas em outras edições também.

O que tem acontecido foge dos padrões de normalidade do futebol. Estão fazendo com que a rivalidade se volte contra o seu clube. Você torce pela derrota do time que você tanto ama, volta-se contra a ética, tudo isso para evitar a consagração do seu adversário.

Agora pense pelo lado do time que está prestes a ganhar um campeonato e que, para chegar a essa conquista, depende da SERIEDADE do seu rival. O trabalho de toda a temporada por um fio, pois seu sucesso não depende somente das suas pernas, mas também das pernas de outras pessoas que não tantos motivos assim para correr.

Entendam: uma coisa é você jogar de forma séria e perder uma partida. Outra é você entrar em campo com o que você tem de menos qualificado, simplesmente porque você, naquele momento, não tem maiores pretensões no torneio. O campeonato tem 38 rodadas e todas devem ter a mesma importância para todos os clubes.

Senão, o que adianta você ter todos os  times jogando o mesmo número de partidas, mas nem todos com a mesma intensidade?

E pior! Para a grande maioria dos clubes a intensidade das suas atuações tende a diminuir junto com diminuição das pretensões do campeonato. Trocando em míudos, hoje o campeonato realmente vale a pena somente para Fluminense, Corinthians e Cruzeiro. Todos os outros jogam simplesmente por jogar.

Porém, num campeonato por mata-mata, a reta final é eletrizante!

Se o campeonato fosse por esse sistema e a fase classificatória terminasse hoje, olha só o que teríamos daqui pra frente:

Fluminense x Internacional/RS – Corinthians x Santos – Cruzeiro x Botafogo – Atlético/PR x Grêmio

É pra saudosista nenhum botar defeito! E tenho certeza que nenhum desses clubes jogariam com seus times reservas nesse ponto do campeonato.

Em outros países, o pontos corridos pode realmente ser a fórmula mais correta, mas, no Brasil, começo a desconfiar que as coisas não são tão justas quanto deveria ser…

E o que você acha? Pontos corridos ou mata-mata?

Abraços!

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O campeão está próximo… sem a CBF?

22 de novembro de 2010

Um time campeão não é construído do dia pra noite!

Podem reparar: geralmente, os grandes títulos são conquistados por clubes que já vem fazendo boas campanhas em anos anteriores, melhorando sempre a gestão do clube, mantendo elenco/treinador e, para coroar, contratando “o cara”, ou seja, aquele que consegue desequilibrar uma partida quando tudo parece estar perdido.

E os 3 primeiros colocados desse Brasileirão se encaixam nos requisitos acima. Mesmo o Fluminense, que no ano passado conseguiu o impossível para livrar-se da 2ª divisão, foi campeão da Copa do Brasil/2007, vice-campeão da Libertadores/2008 e da Sulamericana/2009, ou seja, vem traçando o caminho da glória há alguns anos.

Se o futebol ainda tiver alguma lógica, o título deve ficar nas Laranjeiras e, novamente, com o mestre dos pontos corridos , Muricy Ramalho.

E o Flu, com uma “senhora” mão do seu patrocinador, foi competente o bastante, não para trazer reforços, mas para manter os craques que já tinha e que, no ano terminaram o Brasileirão jogando o futebol mais empolgante do campeonato.

Palmas também para Muricy Ramalho!

Os que me conhecem devem se perguntar: “O que??? O Érico elogiando o Muricy???”

Sim, meus amigos!

Definitivamente o futebol de resultados nunca me agradou e o técnico do Fluminense é o mestre desse estilo no Brasil. Porém, ele conseguiu manter um time altamente competitivo mesmo com a perda de jogadores importantes como Emerson, Fred e Diguinho.

Mas com Muricy é assim: Me deem uma defesa com um bom padrão de qualidade, que lhes darei o título!

Foi assim com o São Paulo, não foi assim com o Palmeiras (óbvio, ele gosta de defesa!) e está sendo assim com o Fluminense.

Claro que ainda temos mais 2 rodadas e alguma surpresa pode acontecer, mas, caso o caneco realmente desembarque nas Laranjeiras, ficaria uma dúvida…

Justo no ano do centenário, o Corinthians com Ronaldo e Roberto Carlos não ganhou nada… Será que a CBF foi tão incompetente que não conseguiu levar o título para o Parque São Jorge?

Abraços!

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A Seleção ainda precisa do Robinho?

17 de novembro de 2010

Existe algo que me incomoda no Brasil mas que, mesmo com mudanças de técnico, ainda persiste.

Porque Robinho ainda é titular na Seleção Brasileira?

O Brasil ainda precisa dele em campo?

Aquele Robinho que surgiu no Santos em 2002, que encantou o país com dribles e jogadas sensacionais, definitivamente não vingou. E nem vingará!

Não fez sucesso em NENHUM clube europeu e ainda não é visto com bons olhos pela torcida do Milan. Porém, em todas as convocações para a Seleção, lá está ele…

Porque não dar mais chances ao Nilmar?

Jogador rápido, habilidoso e com uma grande vantagem em relação ao Robinho: tem um faro de gol muito mais apurado do que o do ex-santista.

Há tempos Robinho não vem sendo decisivo, portanto, nada mais justo do que começar a cogitar outras opções para o nosso setor ofensivo.

Imaginem um trio Neymar, Nilmar e Pato.

A palavra “gol” apareceu quase simultaneamente em sua cabeça, né?!

Um dia, quem sabe, Mano não pense assim…

Abraços!

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Chega de vacilos

10 de novembro de 2010

Ontem tive o prazer de conhecer a Arena do Jacaré, em Sete Lagoas/MG, para acompanhar in loco o simpático time do América/MG contra o tradicional Bahia.

Salvo a atitude de alguns pseudo-torcedores do América/MG (pra não utilizar outro predicado menos adequado), que, ao se acharem donos do estádio, viram-se no direito de “expulsar” da Arena do Jacaré torcedores com camisas de Cruzeiro e Atlético/MG , ação que foi prontamente contornada pela Polícia Militar, foi um evento muito gostoso de acompanhar.

Dentro de campo, o América/MG teve grande volume de jogo durante toda a partida, mas sem nenhuma objetividade. Mas o grande erro ocorreu após a justa expulsão do goleiro americano Flávio.

Desde o início, Irênio era marcado individualmente e, obviamente, isso dificultava o processo de criação do Coelho. Nesse caso, a opção de ataque vinha pelas pontas com Euller e Marcos Rocha.

Após o cartão vermelho de Flávio, o sacrificado pelo técnico Mauro Fernandes foi o atacante Euller.

Com Irênio marcado, o time perdeu criatividade no meio-campo. Então, mesmo mantendo a posse de bola no campo de ataque durante a partida, o América/MG teve poucas chances reais de gol.

A manutenção do camisa 10 americano foi um erro.

Com o Filho do Vento em campo, o time continuaria com possibilidades de atacar pelas pontas do campo e podendo alternar a função de armador entre Marcos Rocha e Euller.

Mas, com o Irênio ainda em campo e com a substituição do Euller, o time perdeu jogadas pela ponta esquerda e pelo meio.

O Euller não aguentaria jogar os 90 minutos, mas certamente seria muito mais produtivo enquanto estivesse em campo.

Outra coisa que devo dizer nesse post: mudei um pouco minha visão sobre o Fábio Júnior.

Não, ele não virou craque do dia pra noite.

Mas é nítido o quanto ele está se doando em campo para ajudar o Coelho nessa jornada. E mais! Tem sido decisivo com gols e fazendo trabalho de pivô como poucos no futebol brasileiro.

Mas o período de tropeços tem que ter terminado ontem!

Por tudo que tem feito em campo, o América/MG merece ter seu escudo entre os times da Série A em 2011, mas a derrota frente ao Bahia deve ser a última de 2010.

Abraços!

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Análise Verde – Atlético/PR 1×0 Palmeiras

5 de novembro de 2010

Antes de qualquer comentário sobre o time do Palmeiras, devo dizer que agora, após assistir a derrota do time alvi-verde por 1×0 contra o Altlético/PR, entendo toda a irritação demonstrada pelo Felipão nas últimas semanas.

Meu Deus, como é limitado tecnicamente esse time do Palmeiras!

Até que, defensivamente, o time está bem arrumado, como todo time montado pelo técnico Scolari.

O Verdão (ou marca-texto, como preferir) entrou em campo armado no 4-4-2. Os laterais, Gabriel Silva e Marcio Araújo, pouco se aventuraram no ataque, evitando assim, maiores perigos dos ofensivos laterais atleticanos.

Edinho, como já era de se esperar, faz a típica função do primeiro volante: destrói a jogada adversária e toca rapidamente pro primeiro que aparece na frente. Logo à sua frente, Marcos Assunção joga como segundo volante, ficando geralmente na linha de meio-campo, fazendo combate e sendo o responsável pelo início das jogadas de ataque alvi-verde.

Tinga marca como segundo volante, mas tem liberdade de atuar também como meia direita e, às vezes, até de ponta direita, auxiliando as jogadas ofensivas quando Marcio Araújo resolve subir ao ataque.

A partir daqui, as coisas começam a desandar…

Lincoln deveria fazer a função de um camisa 10, ou seja, parar, pensar, tocar a bola, dar passes em profundidade…

Mas ele usa a camisa 99…

Posicionou-se na intermediária do campo do Atlético/PR, caindo muito pelo lado direito, mas, em nenhum momento, fez aquilo que se esperava dele. Jogador apático, sem vontade…

Como o Valdívia (em boa forma, diga-se!) faz falta nesse time!

O Luan… bem, o cara é esforçado demais! O cara é forte, rápido (até certo ponto…) e muito, mas muito limitado tecnicamente. Fez a função de segundo atacante, somente pelo lado esquerdo.

E o Tadeu é o famoso homem de área. Ficou fixo no ataque palmeirense, sem causar muito perigo pra defesa paranaense.

No segundo tempo, pressionado pelo Atlético/PR, Felipão tirou o apagado Lincoln e colocou o volante Pierre, com a intenção de reforçar a marcação na sua intermediária e liberar Tinga e Marcos Assunção para auxiliar o ataque, enquanto o Palmeiras estivesse com a bola. Sem a bola, ambos continuariam com a função de volantes.

Ewerton entrou no lugar de Tadeu pra melhorar tecnicamente o ataque, mas sem nenhuma mudança tática.

Após o gol do time paranaense, Felipão colocou o jovem Vinícius no lugar de Tinga, aumentando o número de atacantes para conseguir o gol de empate, mas o esforço foi em vão.

Jogo muito fraco. Venceu o time que se esforçou um pouco mais e que tinha algumas opções tecnicamente melhores.

O Felipão terá muito trabalho em 2011, pois, com esse elenco, não dá pra chegar muito longe nas competições futuras.

Abraços!

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Sim e não!

4 de novembro de 2010

O ser humano é um bicho realmente muito estranho. Tem uma mania terrível de enxergar as coisas somente quando dói na sua própria pele, esquecendo-se de avaliar determinadas coisas que antecederam o fato “principal”, ou seja, naquele momento em que sua dor foi maior e que gerou alguma insatisfação.

Ontem, em Uberlândia, o São Paulo ousou, criou chances de gol, defendeu-se bem quando necessário e teve em seu quarteto ofensivo muita disposição tática, tanto defensiva quanto ofensivamente.

Resumindo em miúdos, os principais jogadores do São Paulo não se omitiram em campo. Procuraram espaços, se apresentaram para as jogadas, fizeram o combate defensivo.

E os principais jogadores cruzeirenses, digo aqueles que deveriam fazer a diferença?

Thiago Ribeiro, o mais apático de todos, escondeu-se nas pontas do campo, sendo marcado ora pelo Richarlyson, ora pelo Jean. Montillo, aparentemente muito desgastado fisicamente, também não jogou uma grande partida. Talvez o Gilberto foi o que mais se apresentou para a partida, mas, mesmo assim, abaixo do esperado.

Isso tudo para dizer que o São Paulo mereceu o resultado de 2×0, sem contestações, independente se foi pênalti ou não sobre Ricardo Oliveira.

Falando em pênalti, Gilberto e Ricardo Oliveira, o primeiro parágrafo desse post terá um real significado a partir de agora…

Gilberto, através de seu facebook, reclama da arbitragem, dando a entender que uma das dificuldades que o Cruzeiro enfrenta na luta pelo título são 0s erros dos árbitros.

Então eu pergunto: foi pênalti no Ricardo Oliveira?

Não! Na verdade, foi fora da área e nem falta aconteceu!

Erro do árbitro?

Sim!

Mas, o Gilberto deveria ser expulso naquela falta em que ele acertou a sola da chuteira na perna do Lucas?

Sim!

Foi expulso?

Não!

O árbitro ajudou o Cruzeiro nesse lance?

Sim!

E o Gilberto lembrou desse episódio na sua reclamação pelo facebook?

Não!

Então leiam o primeiro parágrafo, tirem suas conclusões e, por favor, menos choradeira e mais futebol!

Abraços!